A WEIRDO BUT I'M REAL THO...

  • 29/03/2026: Domingo (2)
  • 23/03/2026: Domingo
  • 24/02/2026: Sem título
  • 23/02/2026: I have been thinking
  • 22/02/2026: #Desabafo
  • 18/02/2026: Visita à IECLB
  • 05/02/2026: Luteranismo
  • 13/01/2026: CDB7
  • 30/10/2025: Boiler Ruim que foi boa
  • 16/05/2025: Sexta-feira e paixões
  • 11/05/2025: Trabalho
  • 20/03/2025: I'm obsessed (2)
  • 04/03/2025: Feriado
  • 27/03/2025: I'm obsessed
  • 25/02/2025: Terça de incômodo
  • 04/12/2024: Falo ou não falo?
  • 26/11/2024: Sei lá o quê
  • 25/11/2024: Escrever é legal, mas
  • 21/11/2024: Livros!
  • 03/11/2024: Oi, novembro.
  • 20/10/2024: Desilução
  • 21/09/2024: Me-Mania
  • 10/05/2024: Mutuals

29/03/2026: Domingo (2)

eu acho engraçado o tempo que fiquei pensando nele.
de maneira não linear, foram quatro anos em que ele não caiu no esquecimento para mim. um garoto que mal entrou na minha vida conseguiu me marcar. eu não acho isso justo, porque eu não tenho esse mesmo peso para ele.
no começo do mês, tirei um tempo para ler o que ele postou quando voltou para o Brasil. eu iludida, pensei na possibilidade de ler meu nome enquanto scrollava. para minha não-surpresa, é lógico que não havia nada sobre mim, mas até uma italiana conseguiu esse marco.
eu por exemplo, tive o privilégio de ser esquecida, e não falo só do date marcado que ele não compareceu, mas de todos os momentos em que ele teve a oportunidade de mostrar que se lembrava de mim, mas que não ocorreu.
eu gostaria de culpá-lo e de ter o aval para xingá-lo, mas acredito que a única culpada sou eu por ter me submetido a essa paixão sem sentido.
não quero que seja recíproco nesse sentido, porque com certeza não iria funcionar, mas o que me chateia é essa falta de consideração. eu não existo para ele, isso é muito claro. o que eu não entendo também é por que, diante de tudo isso, eu não consigo largar o osso.

23/03/2026: Domingo

eu finalmente beijei o Nhoze...
poxa, queria registrar esse momento, não sei se vou conseguir. o que aconteceu foi legal e péssimo ao mesmo tempo. quero guardar essa memória comigo!
depois do culto da manhã eu já estava teclando com ele desde a noite passada (de sábado), aproveitei o gancho e perguntei se ele iria fazer algo mais tarde. ele disse que não e eu já logo convidei para andarmos na praia. marcamos para depois do almoço e assim foi.

de tarde, enquanto eu me arrumava hesitei de vê-lo. na minha cabeça não ia valer a pena e ele iria dar mancada comigo de novo, pensei isso porque tava achando ele meio seco nas interações. mas lá fui eu.

avisei aos meus pais que iria andar na praia >sozinha<. uma mentira. peguei o uber e o encontrei na porta do La Plage.

eu quero registrar essa segunda impressão que eu tive dele, porque foi a segunda vez que o vi tão de perto. IDEALIZATIONS GOING HARD porque ele é tão bobão e gordinho que se não fosse pela minha obsessão ele iria passar batido kkkkkkkkk
além de ser bobão e gordinho, ele tem a língua presa, e acaba que acumula um pouco de saliva nos cantos da boca... ver ele de perto me fez lembrar de um primo meu que era todo bobalhão e gordo que nem ele. não digo isso de maneira pejorativa para despreza-lo, é que eu só não lembrava disso tudo. certeza absoluta que se eu não tivesse o conhecido pela internet e sim pessoalmente, eu nunca teria me apaixonado.
o nosso primeiro assunto foi sobre cinema, obviamente, e foi o que mais perdurou. ele disse mais coisas do que eu. eu dava minhas migalhas de assunto e comentários como de costume...
o que eu percebi nas nossas interações é que ele mal perguntava sobre minha vida, diferente de mim, que perguntei sobre a família dele e como é na igreja que ele frequenta. quis conhecê-lo e gostaria que ele quisesse me conhecer também.
não quero passar pano pra ele mas dá pra perceber que ele é meio desligado. parece avoado, sei lá. talvez ele nem perceba isso. agora não posso afirmar que ele é assim só comigo (se sim, ele só é desinteressado em mim memo) ou se é com todo o mundo. novamente, não querendo passar pano pro Nhoze, mas acredito que deva ser o jeitinho dele de ser.

acho que depois que eu confessei a minha mini obsessão que tive com ele desde aquela noite de 2023 a gente ficou mais... sincronizados, eu acho. ficamos mais nervosos, no bom sentido. ele me guiou e explicou a respeito da região do centro de Guarujá que eu mal conheço, e depois do beijo ele perguntou se ele poderia pagar o uber pra mim, isso mais de 3 vezes. eu neguei todas. me levou até a padaria, que foi o ponto seguro para eu esperar meu pai me buscar (o uber acabou cancelando a corrida depois de 15 minutos) e me deu um beijo na bochecha de despedida. durante a espera do meu pai, ele me disse para eu ir avisando até o momento de chegar em casa.

foi um rolêzinho descontraído, e eu genuinamente gostei. acho que faltou mais participação minha nas conversas mas infelizmente eu sou assim. me abro aos poucos. e a gente não se conhece tantooo para falarmos sobre tudo.
para mim foi perfeito tê-lo visto de novo depois de todo esse tempo, porque foi esse encontro que encerrou a minha idealização. eu finalmente o beijei. vi novamente quem ele realmente é, de pertinho. não o quero de verdade e não penso em namorá-lo. ele com certeza não é compatível comigo.

gostaria que fosse um tico diferente kkkk mas talvez eu esteja esperando demais. eu queria que ELE tivesse me chamado para sair, mas quem mais insistiu fui eu. percebi que ele não é homem de palavra, ou é assim só comigo (lembrando que ele disse que iria me chamar para sair).

agora sobre o beijo, puta que pariu. cai em prato de carnívoro e não vou esquecer tão cedo.
isso foi ontem e eu já desejei ter ido aos finalmentes com ele...
to com vergonha de descrever tudo, mas basicamente ele mordeu meus lábios, beijou meu pescoço, passou a mão na minha bunda e relou nos meus seios.

quero morrer. foi muito bom.
e depois do beijo ele continuou me tocando, no meu ombro, no meu braço, me beliscando e fazendo carinho.
passou a mão na minha coxa também. e lembrando agora, antes e depois do beijo ele ficou tocando no meu cabelo e comentando o quanto era gostoso mexer 🥰

eu sinceramente gostei tanto que tive que confessar a Deus na mesma noite que não tinha a coragem de pedir perdão porque eu gostei do que fiz.

foi muito bom. o registro foi esse. e cheguei em casa bem!

24/02/2026: Sem título

se passou muito tempo desde o ocorrido e um desejo descabido, sem pé e nem cabeça, surge sutilmente as vezes.
que sentido tem querer que ele se preocupe ou fique curioso a respeito de mim? ele sempre se mostrou desinteressado, por que seria diferente agora? desejo coisas mas penso diferente delas. parece que quero que ele tenha o mesmo comportamento que eu tenho sobre ele: curiosidade e vontade de reconciliação (sendo que não terminamos nada e nunca tivemos algo) .

23/02/2026: I have been thinking

o mutual nortista do Twitter

  • de um mês para cá segui de volta um rapaz muito gente boa no X. acho que a primeira interação partiu de mim, e desde então somos coleguinhas de timeline *-* gostei que migramos para o zap e tivemos uma conversa legal! no início eu jurava que ele era uma mulher pela forma que interagia e por gostar bastante da PinkPantheress, mas ele logo revelou o rosto e descobri que é um rapaz. um rapaz bem bonito por sinal! e gentil :)
Boiler Ruim
  • por incrível que pareça eu ainda não tirei essa festa da cabeça. quero ter outra oportunidade de ir mas tenho a certeza que não irá rolar. porque, primeiro: não posso de jeito nenhum ir sozinha num rolê desses. mulher sozinha de madrugada não combina. o ideial é ter um grupo (o menor que seja) para ir junto e não ficar vulnerável à noite.
    2º, eu ainda não tenho uma confiança de Titânio para ir a festas sozinha. não conheço ninguém que frequenta lá, e sinceramente eu me sentiria deslocada dançando só.
    3º: é um motivo Coitadolândia porque acredito que ninguém toparia ir comigo. as pessoas com quem eu fui na última vez não me chamaram para ir novamente quando houve nova edição.
    4º e último motivo: minha mãe crente não iria permitir. 🤪 ela não gosta da ideia de eu sair à noite para dançar, acredita que isso não é para mim, e que o ambiente destoa da minha pessoa (o santo vs o impuro).
    mas o lugar me encuca, por conta do background: eu sempre acompanhei de longe essa festa nas redes sociais. o pessoal de Santos-Guarujá que seguia sempre estava por lá. então meio que a experiência muda de tom um pouco, sabe? não é só dançar uma música legal, mas agora talvez fazer parte de algo que eu observava de longe, talvez seja isso... não sei ao certo.
eu preciso comprar uma casa
  • 2026 será o ano em que boa parte do meu salário irá para a poupança! porque quero urgentemente ter o meu próprio apê.
    ah, se as coi$a$ fo$$em fácei$… infelizmente terei que abrir mão de lindas roupas, bolsas e sapatos para poder dar continuidade nesse sonho. vai ser difícil, gostaria que não.
Converse x Martine Ali Chuck 70 XXHi
  • trata-se um sapato lindíssimo do qual me apaixonei! o que me pega é que ele não é vendido no Brasil e na gringa já esgotou a long time ago </3
Through the Wall, Rochelle Jordan
  • eu meio que fui dormir e acabei sonhando com uma das músicas do álbum de tanto escutar ele. independente do que eu esteja fazendo minha cabeça ressoa uma track qualquer do nada.
isso é tudo!

22/02/2026: #Desabafo

Tô meio perturbada, e não sei se o problema sou eu. Deve ser. Não sei por onde começar, então vou tentar explicar novamente os motivos que me fizeram querer mudar de igreja. E como isso se intensificou hoje, e acredito que irá se intensificar mais futuramente. Também quero fazer considerações no final para não parecer injusta ou prepotente. Quero avaliar a situação no geral.

Depois que comecei a seguir nas redes sociais uma pluralidade de irmãos em Cristo, fui exposta a debates e reflexões. Aprendi muita coisa interessante com eles: seus pontos de vista teológicos, como conciliar política e religião e interpretações precisas da Bíblia, o que chamam de exegese, se não me engano. Numa dessas interpretações que li sobre Apocalipse 3:15-16 e percebi que tinha aprendido ela “errado” na igreja, ou melhor, eu tinha ouvido uma interpretação não tão biblicamente precisa da passagem.
A explicação é que Cristo nunca disse que ser frio é sinônimo de ser ímpio, como ouvi falar, e que ser quente não é ser cheio do Espírito Santo. Na verdade, a passagem é bem clara em dizer que é preferível que a igreja de Laodiceia seja fria ou quente! E estudando a fundo o contexto histórico, Laodiceia ficava próxima de duas cidades importantes: Hierápolis, com suas fontes termais, ricas em minerais, com utilidades terapêuticas, e Colossos, com águas frias vindas das montanhas, boa para consumo. Laodiceia, por sua vez, dependia de aquedutos que traziam água de longe, e quando chegava à cidade, estava morna e inutilizável. Ou seja, a morna não era uma água útil igual à quente e a fria. Mas por que então interpretar esse texto tão rico de maneira simples e sufocar seu significado original (para caber na teologia Pentecostal de Avivamento)?

Acredito que fui ficando mais consciente do que andava ouvindo dentro da igreja e comecei a questionar internamente. E é aí que reside o problema! Porque questionar a mensagem que vem do pastor, ou de outro líder, é questionar a Deus, ou sua palavra, que é inerrante. E quando afirmo isso, não quer dizer que concordo, mas é o alerta que ouço contra “o coração duro" ou o “desobediente que acredita que não tem nada a ver” que não aceitou totalmente o que foi dito no culto. Afinal, o preletor é um pastor levantado por Deus, com curso de Teologia concluído, experiente na fé. Eu não sou estudante de Teologia, sei pouca coisa da Bíblia, e acredito que tenho muito o que aprender com Deus ainda. Mas olha, ainda há coisas que são ditas que me incomodam e questiono não por ser teimosa, mas porque sinto que são conclusões simplórias.

Vamos para um exemplo que ocorreu há anos atrás: Era um culto de domingo, e acredito que a ideia do Pastor era pregar sobre arrependimento. Eu não me recordo muito bem, mas a mensagem que foi dada (como verdadeira) para criar um paralelo com confissão de pecados e arrependimento era um conto sobre a águia. O que foi dito foi o seguinte: chega um determinado momento em que a ave precisa passar por uma automutilação, arrancando suas garras, penas e bico. E esse processo doloroso permite que ela se recupere e "suba de nível", podendo viver mais anos. Depois da mensagem, o pastor instruiu os membros a confessarem seus pecados para o irmão que estava ao lado, homem com homem e mulher com mulher. Na época, eu confessei e fui vulnerável com uma desconhecida. Eu era adolescente, btw. Mas agora, adulta, eu nunca confessaria pecados a um desconhecido, por mais que ele fosse irmão em Cristo. Acredito que não é assim que as coisas devem funcionar. Na confissão de pecados, é necessária uma relação próxima e de confiança com alguém, e não foi isso o que aconteceu. Ainda sobre essa noite, quando cheguei em casa, fui para o computador pesquisar esta história da águia, porque foi uma novidade para mim nunca ter ouvido falar dessa característica. Fiquei gag quando descobri que era mentira, e que se tratava apenas de um conto motivacional.

Outros pontos que me irritam profundamente são a forma extremamente rasa e moralista como se tratam os seguintes temas: álcool e música. Uma igreja que demoniza o consumo de bebida alcoólica moderado, para mim, não é séria e não entendeu princípios basilares, mas aí eu posso estar exagerando… Parece que falta maturidade de lidar com o tema e ensinar aos fiéis a respeito do domínio próprio e de um bom testemunho, e orientar aos que têm problema com vício a se abster e procurar ajuda em Cristo e na medicina. Parece que não há nuances e que tudo deve ser oito ou oitenta. E na falta dessa maturidade, sobra até para o capeta. Já ouvi mais de uma vez que um cristão que tem bebidas alcoólicas em casa abre brecha para o inimigo; e quem bebe está endemoniado. Esses ensinamentos também criam, querendo ou não, um preconceito acerca de quem bebe moderadamente.

E isso não é diferente com músicas. Tem até nome/distinção para isso, chamam de "música do mundo". Como se toda melodia que não é gospel fosse automaticamente imprópria para o cristão. O que não é verdade. De novo, na doutrina da comunidade da qual eu frequento, não há um trabalho de conscientizar os fiéis para avaliar o que convém escutar, o ideal é não tratar músicas seculares com moralismo, e sim com coerência. E tudo isto é tratado como bobagem por mim, justamente por eu ter uma noção do que é legalismo e do que é graça comum. Não entendem que, ao dizerem que é pecado ouvir "música do mundo", isso pode e deve recair em outros tipos de arte. Se não pode ouvir música que não é cristã, também não poderemos ver filmes, ou até mesmo consumir literatura não cristã. Seguindo a lógica, se não pode um, o outro também não! E não me interprete mal. Eu sei que um cristão deve sim se atentar para o que consome, e que arte não é desculpa para bebermos de fontes erradas, mas como disse anteriormente, não há orientações bíblicas, o que sempre escuto é condenação e o bater do martelo, o 8 ou 80.

Hoje mesmo na Escola Bíblica Dominical, um pastor transferido nos deu aula sobre caráter, e disse que teve vício em "música do mundo" (me pergunto se a palavra vício foi usada corretamente), mas ele basicamente disse que um dos processos de santificação dele foi parar de ouvir músicas que não são cristãs. E afirmou o seguinte:

→ "Satanás era ministro de louvor lá no céu. Depois que foi expulso, qual área você acha que ele domina e trabalha?"

→ "Tem gente que diz que toda melodia vem de Deus. Mentira! Deus cria melodia lá no céu, não aqui na terra." Dando a entender que toda música que não é gospel é do capeta. O que é uma simplificação terrível!

E, para finalizar, hoje mais cedo, durante o culto, fiquei assustada com as coisas que escutei. Você sabia que demônios podem tomar posse de roupas? Pois bem, eu explico: a pregação foi um estudo bíblico sobre as maldições, porque elas acontecem e os tipos de maldição.
Aprendemos que na Bíblia existem 3 delas (o chatGPT puxou 4, mas não sei ao certo):
"alah" significa uma maldição que ocorre na vida de quem quebrou alguma aliança com Deus, seja por desobediência ou por prometer algo e não cumprir.
"qalal", significa um tratamento de desonra ou zombaria. Um desprezo. Exemplo disto é Golias contra Davi em 1 Samuel 17:43-44. E foi a partir daqui que fiquei confusa, porque o Pastor disse que quando Golias amaldiçoou (ridicularizou) Davi, ele invocou 3 entidades (?). Deduzo que deve ser porque Golias era politeísta.
E, por último, "arar", que descreve pessoas que estão debaixo de maldição por conta de palavras que são liberadas para sentenciar e causar desgraça (de maneira consciente e inconsciente) na sua vida (eu interpretei isso como algo psicológico do que espiritual, mas posso estar errada). Pastor falou que, quando soltamos palavras ruins para alguém que está em pecado, a maldição se concretiza. (??) Ou seja, se você estiver pecando e alguém te amaldiçoar, ela irá pegar. (???) E usou de base Mt 12:34-35.

Foram listadas situações que causam maldições, e foi o que me deixou mais maluca:

  • abrir sociedade com não cristãos
  • bens adquiridos de segunda mão
  • sexo antes do casamento (pastor disse que isso atraía demônios)
  • alugar casa (antes de entrar na casa, precisa ungir ela)
  • terreno antes de morar (precisa ungir)
  • ao comprar carro tem que ungir, tanto faz se for novo ou velho
  • roupas de brechó (demônio com posse de roupa LOOOOOL)
E, por fim, disse que não comprou algo que tinha estampa de caveira... E começou, a meu ver, preconceito com caveira .-. Estampa de caveira é brecha pipipopo, preconceito com bebida abublebublé, invocação de demônio porque tem álcool na sua casa tralalalá...

Dito isso, darei as considerações finais:
Fico pensando se não é besteira da minha parte me irritar com essas situações, a ponto de querer sair desta igreja e ir para outra. Porque até então nada de grave foi cometido. Apesar de tudo, ainda é uma comunidade saudável. Mas acredito que existem outras igrejas que são mais bíblicas e sérias do que essa e com uma doutrina (melhor) da qual estou interessada no momento.
Gostaria de deixar claro que não sou dona da razão e que esse texto não é uma forma de descredibilizar ou falar mal do pastor ou líderes da igreja que frequento.

18/02/2026: Visita à IECLB

Domingo passado visitei uma igreja luterana com o meu pai! Ela fica em Santos e acredito que seja a única na Baixada Santista (as luteranas são bem escassas fora da região sul do país).

Fiquei muito feliz de ter visitado e me deu vontade de comprar os Catecismos e o livro de Concórdia. Sei que preciso pesquisar mais sobre a doutrina e história da igreja, sei bem pouco. Minha vontade atual é migrar para lá, mas seria imprudente fazer essa escolha de maneira precipitada. O que posso fazer agora é estudar e colocar essa vontade diante de Deus.

05/02/2026: Luteranismo

em meados de 2023, passei a seguir muitos irmãos em Cristo nas redes sociais de diferentes denominações, em especial no twitter. o que eu mais gostava de ver eram as discussões teológicas, ou as abordagens de temas que causavam atrito (como por exemplo, calvinismo vs arminianismo e a submissão feminina no casamento). o pouco que eu lia, conseguia aprender. e por incrível que pareça, foi através do twitter que passei a me interessar por teologia. passei a seguir um Reverendo metalhead, e foi nesse momento que eu descobri o Luteranismo!
é irônico pensar que a primeira Igreja protestante é tão desconhecida nos dias de hoje, ainda mais para os cristãos (ou só eu que não conhecia?)...

esse irmão tinha boas reflexões e visões interessantes a respeito das discussões que eram travadas na rede: eu não vou lembrar quais eram, mas sei que foi por meio dele que o interesse em me tornar luterana surgiu.

agora, três anos depois, esse interesse não morreu. volte e meia penso em comprar os catecismos e o livro de concórdia, mas quando fui comprar não estavam estocados :(
talvez neste fim de semana eu vá visitar uma igreja dessa denominação na cidade vizinha! tenho me apaixonado pela fé reformada, pela liturgia formal e reverente e pela boa teologia. não quero menosprezar a igreja na qual eu congrego atualmente, mas percebi que em comparação com outras denominações ela é bem fraca.
e eu sinto falta disso, de receber um sermão pautado único e exclusivamente nas escrituras, e de uma doutrina baseada nela, não em interpretações equivocadas... tem coisas que tenho ouvido que me fazem franzir a testa; há explicações + racionais e verídicas em outras comunidades de fé do que na minha, e isso tem me incomodado.

não quero parecer chata, ou ingrata ao escrever isso, até porque foi lá aonde congrego que conheci a Cristo e me batizei, mas não vejo a hora de adentrar em uma doutrina mais séria. quero me distanciar ao máximo do pentecostalismo, das interpretações rasas e da doutrina moralista e do legalismo...
tenho medo de não conseguir encontrar uma denominação melhor e ter que ficar por lá, o que não seria um grande problema, mas tenho estado um tico agoniada quando, tenho uma informação a respeito de tal passagem bíblica, por exemplo, e meu cérebro busca lá de dentro e mostra que eu aprendi aquilo errado.

13/01/2026: CDB7

no trabalho acabei dando play na “Lavação de look sujo” do CDB7.
para quem não está situado, é onde os meninos do Diva Depressão reúnem o elenco da temporada e trazem os assuntos espinhosos que aconteceram no reality, dando a oportunidade aos participantes de comentarem e darem suas versões sobre os ocorridos.

diferente das edições anteriores, essa Lavação foi gostosa de assistir porque mostrou a maturidade e a sensibilidade dos participantes do Corrida; teve muito choro deles e identificação da minha parte.
no reality houve muito atrito entre os participantes na frente e por trás das câmeras; acho que, se rolou algum episódio em que estavam pacífico entre eles, foi um ou outro kkkkk, mas, apesar disso, pude notar que os finalistas tiveram um arco de transformação bastante positiva. e no vídeo ver os participantes se resolvendo e se reconciliando, sendo sinceros consigo mesmos e uns com os outros e construindo relações novas — sobretudo a Kitty e Mady — foi emocionante :')

me peguei pensando em alguém e desejei ter a oportunidade de experienciar um pouco disso.

30/10/2025: Boiler Ruim que foi boa

escrevendo na quinta sobre o que aconteceu sábado passado (25/10/25). a intenção é formar um texto em inglês para a minha lição de casa :) como foi algo marcante, esse texto irá valer para esse diário e será mais uma lembrança que quero guardar.

minha prima Duda tinha nos visitado recentemente; ela costuma aparecer pouquíssimas vezes no ano, então sempre é um prazer enorme passar algumas horas com ela. nesse dia acho que comentamos de marcar de sair e fazer algo diferente. e dito e feito!
não demorou muito depois dessa visita, a Duda me convidou para uma festa eletrônica com tema Halloween no centro de Santos, junto com um amigo dela e mais três colegas. fui pesquisar para saber de qual casa se tratava e vi que era a Boiler Ruim, um evento que acompanho de longe desde 2018, quando eu era adolescente! via uns mutuals comentando ou até postando a festa, e na época eu não sabia que se tratava de techno.
nunca fui em rolês noturnos, mas sempre quis ter a experiência de ir num techno, desde quando descobri a saudosa Mamba Negra (irei um dia, se Deus quiser).

quando chegou na data do rolê, fui pra casa do namorado da minha prima; a ideia era passar o fim de semana lá porque a Duda mora muito mais longe e o namorado dela, bem mais perto da festa. e passei a tarde toda com ela. esse rolê to-do foi um conjunto de coisas boas desde o começo até o fim:
cheguei lá por volta das 14h, nós fomos até o Gonzaga (local bastante movimentado da cidade) e compramos maquiagens para a noite, fomos ao shopping, eu almocei, depois tomamos sorvete e decidimos ir à Arena, local de jogos geeks que fica no canal 5. andamos bastante e de lá resolvemos ir no Sesc, só para checar, e passamos por mais um outro shopping que ficava pertinho...
saindo de lá, fomos comprar comida para jantar, e o fim da exausta (e gostosa) caminhada foi por aí. já não era mais dia, e por fim chegamos na casa do namorado dela.
nós duas fizemos strogonoff (mais ela do que eu, porque eu só picotei o frango rsrs), comemos e bebemos também, e tivemos que ir deitar para descansar com medo de chegar no rolê sem disposição nenhuma, e foi o que rolou: naninha das 19h até as 22h. ai deu 22h e, jesus cristo, quanta ansiedade na hora de se arrumar. pensei em muitas possibilidades e no que poderia acontecer à noite.
como é um rolê habitado por pessoas da minha cidade, eu bem sabia que iria ver rostinhos conhecidos... e até indesejados...
infelizmente eu não consegui dormir (talvez por conta da ansiedade), diferente da Duda, que capotou e foi difícil de acordar.
na hora de me vestir fiquei insegura, não estava gostando de como ficou meu look. me senti gorda e a maquiagem, que nunca foi meu forte, não estava boa. but okay, seguimos em direção ao centro e lá encontramos o amigo da Duda e os colegas.

agora vamos com as impressões!

  • não sabia que é tão gostoso dançar, acho que fui esquecendo conforme fui crescendo — quando eu era criança era bastante engajada na dança: fazia ballet, jazz ou apenas me divertia dançando sozinha em casa. felizmente na festa não tive vergonha de me expressar, por mais que estivesse bem desengonçada tentando sincronizar meu corpo com a música lol

  • não só foi a oportunidade de conhecer o local e de me divertir fazendo algo novo que me marcou, mas teve também uma bagagem emocional que eu adquiri nesse rolê. eu vi muitas pessoas que “conheço” virtualmente basicamente pessoas que já segui ou stalkeei e vê-las pessoalmente foi um pouco estranho. fiquei pensando na possibilidade dessa dinâmica se inverter, e se ali tinha alguém que eu não sei quem é, mas que tem certo conhecimento sobre mim através das redes sociais.

  • outro dois plus emocionais: eu senti uma espécie de fomo nessa noite, se é que faz sentido uma coisa dessas. eu me senti atrasada por estar tendo esse rolê pela primeira vez, enquanto para os que estavam ali presentes foi só mais um sábado. é como se todo mundo soubesse do barato e você fosse a última pessoa a saber. na festa me engatilhei (na falta de um termo melhor, vai esse) porque vi o rapazola por quem fui apaixonada por um tempo e na hora fiquei ansiosa... e quando a brincadeira acabou, fui dormir com uma sensação inominável.
o que eu posso dizer é que foi intenso kkkk uma experiência que marcou o ano! só de olhar as fotos o meu coração aperta, não sei descrever bem o sentimento, mas sei que me afetou (não necessariamente de maneira negativa), e espero ter outra oportunidade de ir novamente, junto de amigos próximos desta vez, para eu ser mais eu mesma!!!

16/05/2025: Sexta-feira e paixões

vi um guri bonito no ponto de ônibus vestindo um moletom preto com estampa do álbum ZUSHI do dean blunt.
sei o nome dele porque temos amigos em comum e algumas vezes o instagram e tiktok recomendam o perfil dele pra mim.

vi uma menina bonita na barca. era branca, tinha cabelos castanhos cacheado, bem magrinha. usava headphones, blusa de alça na cor azul e segurava um casaco branco no braço direito junto com a mochila verde musgo. uma diva! a calça jeans que ela usava é bem parecida com a minha: design boca de sino, só que sua lavagem era mais clara. uma diva.

faz uma semana que ando cultivando um (novo!!!) amor platônico por um rapaz que tem conteúdo cabeça no tiktok. o nome dele é joão e fui fisgada pela voz de trombeta tempestuosa e visu rockeiro (roupa all black óculos escuros e cabelo longo).
mandei mensagem fofa na dm dizendo que ele faz diferença por lá. e é verdade, o conteúdo é bom: os assuntos no geral são análises sociopolíticas, crítica ao Capital e recomendações gastronômicas.
um vídeo que me marcou dele foi ele relacionando o como o Capital move pessoas religiosas, sobretudo protestantes ~carismáticas a peformarem nas igrejas. ele faz um paralelo com igrejas tradicionais (seja protestantes ou católicas) históricas dizendo que elas são silenciosas propositalmente, por causa do pensamento de um Deus indisponível, e indisponível não quer dizer que este Deus não exista, mas que ele fala e se mostra quando quiser, e cabe ao fiel apenas se abrir e esperar. já nas “churchs” de parede preta, cheia de luzes como em festas noturnas tem outra postura na adoração e na busca de Deus. ele diz que o mundo do Capital tende a deixar as pessoas com essa necessidade de querer o sentimento de prazer e êxtase corporal a todo momento, e que esteja disponível no momento que elas quiserem. só que isso não é possível, então entra o apelo com as luzes, música alta e gritaria. “a reprodução e meros efeitos de ressonância” — esse vídeo foi um babado pra mim, porque eu pensava muito sobre isso mas não sabia colocar em palavras o problema.
ele é um homem cego btw, acredito que isso tenha chamado minha atenção, também.

enfim, to apaixonada.

11/05/2025: Trabalho

tem um tempo que ando desanimada com o trabalho e querendo sair da empresa, é um desejo conflituoso porque ao mesmo tempo que penso sobre isso não tenho coragem de concretizar tal coisa.
seria burrice da minha parte pedir as contas depois da experiência e oportunidade que eu tive no trabalho. mas é que eu sinto que não sou útil lá, minhas demandas são bobas e eu penso que estou perdendo tempo estudando um curso que não quero pra minha vida futuramente.
ah, não só isso. essa vontade de meter o pé se intensificou porque estou tendo dificuldades em dar continuidade em um projeto novo. auto sabotagem?

20/03/2025: I'm obsessed (2)

estou no trabalho, com pouquinho de cólica & decidi colocar para fora o que anda rolando in my mind:

to obcecada.
nao. consigo. parar. de. pensar. nele.

é todo dia lembrando do rosto e criando narrativas.
todo. santo. dia.

chega a ser chato e apavorante, me sinto uma idiota por me “importar” tanto com alguém (em aspas porque se trata de um amor platonico). já fiz oração a Deus pedindo ajuda parar arrancar ele da minha mente, contei para amigos sobre ele e também para minha mãe — que disse que ia me ajudar nas orações porque não vai muito com a cara dele kkkkkk — e nada! talvez eu esteja lutando involuntariamente contra porque é gostoso fantasiar sobre ele.
fico com vontade de stalkea-lo mas (graças a deus) fico com medo de encontrar algo horrível e me sentir mal, tipo uma interação romântica com alguém; ou ao stalkear intensificar meu interesse, então fico na minha.
beira ao vergonhoso admitir tudo isso mas é o que anda acontecendo de uns meses pra cá, pode me julgar!

em minha defesa: estou ciente de que se trata de uma paixão idealizada, não acredito que terei um futuro junto dele. ou seja não estou iludida, apenas “apaixonada” pela ideia... dele?

04/03/2025: Feriado

na segunda feira de Carnaval eu e minha mãe tiramos o dia para passarmos um tempo juntas!
a ideia inicial era assistir Ainda estou aqui no sábado (antes da premiação Oscar), mas meu pai resolveu fazer um churrasco para comemorar o aniversário atrasado da minha mãe então decidimos sair na segunda.
foi um tempo bastante gostoso que passei com ela e fazia anos que não saímos apenas nos duas. ao chegarmos no shopping fomos ao Carrefour comprar guloseimas e nos deparamos com amigas nossas do passado: Bruna e Dani. conheci a Bru na escola por volta de 2012~13, fomos colegas de classe no ensino médio (em 2019) e foi a época em que nós duas nos aproximamos mais. tive aula com a Dani, que é a mãe da Bru, foi minha professora de português como substituta durante o ensino fundamental e médio e em épocas posteriores, Libras. coincidentemente minha mãe e a Dani já trabalharam juntas! então, foi uma surpresa enorme vê-las novamente depois de tanto tempo sem contato, ficamos sem querer obstruindo o caminho do mercado para jogar conversa fora kkkkkkkkkk

em relação ao filme a experiência foi bastante emocionante, tive que me conter para não chorar em certos momentos e em outros xingava mentalmente lembrando de discursos que minimizavam a ditadura militar no Brasil. me deu vontade de procurar ler o livro e conhecer mais sobre a família Paiva e sua história.

pós cine, eu e mainha traçamos um japones e tiramos fotos juntas ♡, praticamente fechamos o shopping, compramos trufas e fomos para a casa... foi um dia bom :)

27/03/2025: I'm obsessed

→ meu cabelo está sujo e pretendo lavá-lo no sábado

→ talvez no feriado de carnaval eu vá com minha mãe ao cinema assistir Ainda estou aqui

→ faz três dias seguidos que ando comendo lasanha

→ e tendo “altos e baixos” desde o começo da semana por conta de um rapazola que só vi apenas uma vez na vida.

infelizmente não consigo não pensar no Nhoze desde o momento em que ele me seguiu a uns dias atrás. isso me pega muito porque, só nessa semana fiquei feliz, ansiosa, com raiva e apaixonada de maneira intensa... conversei com ele ao meio dia e meu coração pulava de alegria e ansiedade, não consegui conter um sorriso de satisfação — vergonhoso escrever isso, ta bem fanfic :P
ontem, na quarta, fiquei frustrada e com raiva porque ele tinha me respondido de uma maneira que não interpretei legal, pareceu uma resposta desdenhosa a uma pergunta que fiz e depois decidi não conversar mais com ele, e pensamentos de arrependimento vieram a mente também. no devocional eu comentei dessa situação pra Deus (é bom compartilhar minhas situações com o Pai).

se fosse outra pessoa no meu lugar, iria tratá-lo como colega ou conhecido, sei lá. mas eu dou muita pilha pra ele e meio que as coisas ficam intensas. deve ser porque sinto saudades dele desde aquela noite de 2023, o que pra mim ainda é bizarro. se pararmos pra pensar, eu não superei um homem que mal conheço, isso me choca kkkkkk não que seja o fim do mundo achar alguém interessante e atraente, mas ficar pensando nele todo dia e ter reações muito a flor da pele não deve ser apropriado.

tento colocar o pé no chão, toda a vez que fantasio sobre ele dou um breque, fico com medo de levar as coisas para outro nível. talvez daqui a algum tempo nossos bate-papos vão esfriar e seguiremos sem nos contatar, and that’s ok! é o caminho mais real que pode acontecer.

25/02/2025: Terça de incômodo

oii
vim reclamar de como cultivo sentimentos de pré adolescência e como não sei lidar com eles de maneira adulta!

comentei anteriormente que tive um interesse em retomar um “vínculo” com alguém do meu passado e isso rolou recentemente. tudo o que eu queria — não exatamente tudo —, se concretizou durante essa semana e talvez era melhor nada ter acontecido.

o contexto é o seguinte; tenho duas contas no instagram, ambas privadas, mas uma delas é mais restrita porque contém apenas amigos e familiares me seguindo, são cerca de 20 pessoas. semanas atrás fui bisbilhotar a vida do Nhoze e pedi para segui-lo usando a conta secundária, imaginando que ele não saberia que era eu por conta do usuário mas o que rolou por seguinte foi inesperado. ele não só aceitou minha solicitação como me pediu pra seguir nas duas contas, conclui que ele sabia sim que a conta secundária era minha e de alguma forma reconheceu o usuário que mal uso...
essa conta secundária é meu espaço de conforto no instagram, fico mais a vontade de postar abobrinhas sem me preocupar com o que vão pensar, já que interago diretamente com pessoas bem próximas a mim! o problema é que agora eu tenho o Nhoze como seguidor e fico acanhada de compartilhar as minhas coisas e ser eu. percebi que me preocupo também com o que ele vai pensar a respeito de mim.
é um papo bem besta mas fiquei chateada por me dar o luxo de me importar com alguém que nem sabe o meu nome completo e só flerta comigo (e com outras) por esporte 🤡 isso me deixou angustiada nessa tarde porque aos 23 anos ainda não aprendi a viver sem me importar com o julgo alheio, ainda se tratando de pessoas que não tem um peso valioso, entende?

04/12/2024: Falo ou não falo?

na empresa onde trabalho tenho escutado alguns comentários sobre eu não falar durante o expediente, a grande maioria são em tom de sarro, então não me incomodo tanto. só que de uns dias para cá fiquei pensando se ser quieta é algo negativo — será que dou a impressão de ser antipática? —, porque as vezes o pessoal aqui faz parecer.
parto do princípio — criado por mim mesma — que se não tenho nada para dizer eu simplesmente não digo. ainda mais no ambiente de trabalho onde não tenho amigos, fica um pouco difícil expor algo e, sei lá... não sou muito habilidosa em jogar conversa fora. isso de “reclamarem” por eu ser quieta vem de pessoas não próximas mesmo, mas entendo que é uma galera que provavelmente só quer me conhecer melhor.

infelizmente não consigo me introduzir da maneira que eles gostariam, comigo, dependendo da situação, só consigo ser aberta quando é algo intimista, não gosto de conversa de bar, sabe? não fui clara o suficiente, mas quero dizer que em certos contextos quando o ambiente está cheio de pessoas que gosto ou tenho proximidade, fico com a segurança de me abrir. com amigos, família e até alguns colegas eu consigo ser eu. normalmente, ao estar junto de pessoas que não conheço plenamente — por mais que sejam pessoas que vejo diariamente, como na igreja ou trabalho — fico mais acanhada, mas nem sempre é timidez. pode ser apenas que julgue a pessoa desconhecida como incompatível, então pra mim nem faz sentido me vincular a ela.

depois de ter escrito sobre minha quietude lembrei que no começo do ano, logo quando entrei na empresa fiquei primeiro no setor administrativo, onde — graças a Deus — só tinha quietinhos como eu! ninguém dava um piu durante o expediente e só falavam o necessário.

(((não que eu me importe com as conversas paralelas no meu setor novo, só quis adicionar um flashback e seguir com uma conclusão)))

foi muito importante recordar — já estava me neurando atoa —, pois mostra que só estou inserida em um espaço de extrovertidos-faladeiros. deve ser por isso que eles me “estranham”: não estou no meu habitat natural.

26/11/2024: Sei lá o quê

em agosto de 2023 eu saí com o Nhoze, um carinha que conheci pelo twitter no começo do mesmo ano. tínhamos ido ao cinema assistir Talk to me que estava em cartaz.
depois desse dia eu meio que não tirei ele da cabeça e tento entender o porquê. tenho a certeza (ou a grande parcela dela) que não há ligação com paixão ou amor, se trata de uma terceira coisa misteriosa — pensando bem poder ate ter um tico de paixão sim... — vou tentar destrinchar algumas teorias:

      1. ego (não o da psicologia desenvolvido por Freud mas o vindo do orgulho ferido).
lembro de conversar variavelmente com esse bofe por meses, acho que fizemos call duas ou três vezes. não lembro exatamente o que conversávamos, mas acho que só abobrinhas, um pouco das nossas vidas, coisas do cotidiano. com isso, quero dizer que não tínhamos intimidade e nosso vínculo foi brevíssimo. nesse tempo, eu não tinha nenhum interesse romântico no Nhoze, achava ele lindo e ficava sem graça nas vezes que ele flertava comigo, mas só. mas isso mudou muito depois daquele datezinho.
depois do cine, antes de irmos para casa a dinâmica foi a seguinte: ele tentava me beijar e eu recusava, ele insistia um pouco e eu negava. no outro dia, quando acordei, fiquei lembrando da situação e do que senti... o frio na barriga, a boa ansiedade, os arrepios, o aperto no chicote, — deixo você adivinhar o que isso significa —, era prazeroso recordar.
isso se repetiu por uns dias. não trocamos mais mensagem depois daquele encontro e eu ironicamente me julgava apaixonada.
recapitulando: estou falando de um rapaz que não conhecia em sua plenitude e sai com ele uma misera e única vez e, ressalto, não estava com interesse nele antes do passeio. faz sentido ter me apaixonado? acontece que talvez eu tenha ficado apaixonada, não por ele em si mas mais pela sensação que ele me proporcionou naquela noite.

      2. gostinho de quero mais & fantasias
talvez por eu ser ainda muito inexperiente com homens, ele tenha me surpreendido.. tenho o costume de criar cenários fantasiosos e, não somente isso, mas de relembrar momentos a fim de vive-los novamente. acho que o que me "prende" a ele é esse exercício diário que faço ao recordar dessa noite e de criar as fics.

25/11/2024: Escrever é legal, mas

é o seguinte: tenho o pressentimento que escrevo mal mas não sei se é neura minha.

nunca tive o hábito de escrever, só o fazia quando tinha necessidade mesmo. por exemplo: quando estava na escola ou faculdade e tinha de anotar as lições ou quando preciso expugar uma crise por meio do papel.

meio que agora a minha percepção da escrita mudou e surgiu uma outra necessidade: a de escrever só por escrever. recentemente entendi que escrever por escrever é um exercício que pode me levar a excelência — um dia 🙏 —, me proporcionar momentos de recordação ao ler os dias registrados e também, anotar insights! as ideias que surgem de vez em quando. aliás, foi por isso que comprei um caderno e montei um site, masss voltando para o assunto inicial...

eu sinto que escrevo mal. e, não sei se é insegurança minha, se for, vou dar razão a sensação porque tenho lido o que escrevo e surge dentro de mim uma grande vergonha! o tom, o nível iliterato e as situações que compartilho me fazem parecer uma menina de 13 anos. mas tudo bem...

21/11/2024: Livros!

e Deus me concedeu mais uma quinta, eu a recebo com disposição e demonstro isso acordando sem rodeios para me aprontar ao trabalho!
não costumo falar o que faço dentro do local onde trabalho porque não é muito interessante mas atualmente estou estagiando na área de design em uma empresa confortável, receptiva. talvez um dia eu conte como eu cheguei aqui, te juro que não foi por uma forma convencional como uma entrevista, aconteceu outro rolê divertido.

enquanto renderizava uma animação, terminei de ler O declínio de um homem por Dazai. é altamente recomendável.
invariavelmente, de um tempo para cá, tenho consumido bastante obras literárias: Dom Casmurro, Saló, O médico e o monstro, O amante, agora O declínio de um homem... estou pensando em começar um da Clarice Lispector! quando eu tinha 15 anos, lembro de ter pego um livro de contos dela na biblioteca da escola, foi intragável para mim na época. não recordo o título, tinha achado difícil a leitura, mas nem sempre foi assim. outras obras eu já consegui digerir, tenho um conto favorito inclusive, se chama “Felicidade clandestina”, acho que gosto mais do título do que da história — são apenas duas palavras mas da pra tirar tanta coisa dessa frase, sabe?

espero gostar de A hora da estrela, me deseje sorte na leitura!

03/11/2024: Oi, novembro.

trago atualizações! no momento, estou moscando no trabalho, olhando pins do Pinterest e decidi escrever porque já faz um tempo que não exercito.

estou na minha 2ª semana de estágio, comendo muito por conta do vr gordo e ficando duas horas a mais na empresa. durante esses meses tenho pensado bastante em gastar dinheiro da rescisão de contrato em um celular novo, pois o meu Xiaomi de fé precisa descansar depois de 7 anos longos na minha mão.

hoje mais tarde, por volta das 19h40, terei um encontro com a Je, amiga de fé e discipuladora. ela me chamou para tomar café depois do trabalho e obviamente topei sem perder a oportunidade de encher o buchinho!

agora, as boas novas que agregam somente a minha pessoa: finalmente comprei o curso de teologia do Bibo!!! acredito que já comentei em anotações passadas mas há um tempo tenho interesse em aprender teologia para ter uma noção melhor dos contextos bíblicos. muita falcatrua que aprendi a respeito da minha religião passou a ser invalidada quando comecei a prestar atenção em debates teológicos.

enfim, usar a ciência, historia e filosofia para conhecer sobre Deus e as narrativas bíblicas vai me tirar do raso!

20/10/2024: Desilução

esse final de semana foi monótono e frustrante. monótono porque é costume meu não fazer nada nos sábados e domingos — o que é bom para descansar — e frustrante porque fiquei esperando a mensagem de uma pessoa.

durante a semana passada (ou retrasada? foi a semana que o twitter voltou) decidi stalkear o Nhoze — as vezes fico curiosa para saber como algumas pessoas estão atualmente e já fez 1 ano em que paramos de nos falar, então muita coisa deve ter acontecido. entrei no perfil dele e vi umas fotos recentes e, parece que algo mudou, ele esta mais charmoso. deu pra perceber que teve um glow up!

ironicamente o interesse começou a surgir de novo. como não temos mais contato e faz bastante tempo que não batemos papo resolvi fazer um plano bobo para chamar a atenção dele: adicionei ele novamente no meu zap e o selecionei para ver meu status, postei umas besteirinhas e o peixe mordeu a isca! isso tudo ocorreu durante o trabalho, tive um “surto” quando notificou a mensagem dele hihi.

infelizmente o resto da história não seguiu como planejei. não tivemos uma conversa fluída e fiquei no vácuo umas 2x. enfim, acontece. esperava ter a chance de conversar com ele como antes...

21/09/2024: Me-Mania

minha amiga Saio comentou recentemente que conhece a Riama, menina que vivo stalkeando no insta e antigamente no cuiter. fiquei um pouco chocada ao saber porque dá a impressão que todo mundo se conhece na cidade (Santos é um 🥚) e, por um momento, ela me pareceu acessível de conhecer.

confesso que acho meio zoado escrever sobre isso porque tenho medo de parecer o antagonista do Perfect Blue — o maníaco stalker —, mas juro que é admiração e vontade de fazer amizade, têm muitas pessoas que gostaria de me aproximar (tenho a grande certeza que tivesse a oportunidade não o faria, por conta da timidez idk) .

10/05/2024: Mutuals

vi a Temrra da raai hoje na barca de manhã quando me dirigia ao trabalho e não foi a primeira vez que a vi lá e que me senti constrangida.

fico constrangida na presença de pessoas que considero interessantes e tenho teorias do porquê; talvez na minha cabecinha eu acredite que não estou apresentável o suficiente para coexistir no mesmo espaço que esse pessoal.

às vezes em que encontrei um mutual na rua estava vestida com o uniforme do trabalho, — ou com o outfit mais preguiçoso do mundo — cara ensebada e o cabelo até que ok. essa necessidade de estar bonita perante a elas é — tentar, eu acho — causar a mesma impressão que elas causam em mim. isso faz bastante sentido, porque geralmente são pessoas que eu adoraria fazer amizade, que admiro a personalidade ou a beleza.

me sinto superficial expondo isso, mas é o que sou!