Boiler Ruim que foi boa
30 de outubro
escrevendo na quinta sobre o que aconteceu sábado passado (25/10/25). a intenção é formar um texto em inglês
para a minha lição de casa :) como foi algo marcante, esse texto irá valer para esse diário e será mais
uma lembrança que quero guardar.
minha prima Duda tinha nos visitado recentemente; ela costuma aparecer pouquíssimas vezes no ano, então
sempre é um prazer enorme passar algumas horas com ela. nesse dia acho que comentamos de marcar de sair e
fazer algo diferente. e dito e feito!
não demorou muito depois dessa visita, a Duda me convidou para uma festa eletrônica com tema Halloween
no centro de Santos, junto com um amigo dela e mais três colegas. fui pesquisar para saber de qual casa se
tratava e vi que era a Boiler Ruim, um evento que acompanho de
longe desde 2018, quando eu era adolescente! via uns mutuals comentando ou até postando a festa, e na época
eu não sabia que se tratava de techno.
nunca fui em rolês noturnos, mas sempre quis ter a experiência de ir num techno, desde quando descobri a
saudosa Mamba Negra (irei um dia, se Deus quiser).
quando chegou na data do rolê, fui pra casa do namorado da minha prima; a ideia era passar o fim de semana
lá porque a Duda mora muito mais longe e o namorado dela, bem mais perto da festa.
e passei a tarde toda com ela. esse rolê to-do foi um conjunto de coisas boas desde o começo até o
fim:
cheguei lá por volta das 14h, nós fomos até o Gonzaga (local bastante movimentado da cidade) e compramos
maquiagens para a noite, fomos ao shopping, eu almocei, depois tomamos sorvete e decidimos ir à Arena, local
de jogos geeks que fica no canal 5. andamos bastante e de lá resolvemos ir no Sesc, só para checar, e
passamos por mais um outro shopping que ficava pertinho...
saindo de lá, fomos comprar comida para
jantar,
e o fim da exausta (e gostosa) caminhada foi por aí. já não era mais dia, e por fim chegamos na casa do
namorado dela.
nós duas fizemos um strogonoff (mais ela do que eu, porque eu só picotei o frango rsrs), comemos e bebemos
também, e tivemos que ir deitar para descansar com medo de chegar
no rolê sem disposição nenhuma, e foi o que rolou: naninha das 19h até as 22h.
ai deu 22h e, jesus cristo, quanta ansiedade na hora de se arrumar. pensei em muitas possibilidades e no
que poderia acontecer à noite.
como é um rolê habitado por pessoas da minha cidade, eu bem sabia que iria ver rostinhos conhecidos... e até
indesejados...
infelizmente eu não consegui dormir (talvez por conta da ansiedade), diferente
da Duda, que capotou e foi difícil de acordar.
na hora de me vestir fiquei insegura, não estava gostando de como ficou meu look. me senti gorda e a
maquiagem, que nunca foi meu forte, não estava boa. but okay, seguimos em direção ao centro e lá encontramos
o amigo da Duda e os colegas.
agora vamos com as impressões!
- não sabia que é tão gostoso dançar, acho que fui esquecendo conforme fui crescendo — quando eu era criança era bastante engajada na dança: fazia ballet, jazz ou apenas me divertia dançando sozinha em casa. felizmente na festa não tive vergonha de me expressar, por mais que estivesse bem desengonçada tentando sincronizar meu corpo com a música lol
- não só foi a oportunidade de conhecer o local e de me divertir fazendo algo novo que me marcou, mas teve
também uma bagagem emocional que eu adquiri nesse rolê. eu vi muitas pessoas que “conheço” virtualmente
basicamente pessoas que já segui ou stalkeeie vê-las pessoalmente foi um pouco estranho. fiquei pensando na possibilidade dessa dinâmica se inverter, e se ali tinha alguém que eu não sei quem é, mas que tem certo conhecimento sobre mim através das redes sociais. - outro dois plus emocionais: eu senti uma espécie de fomo nessa noite, se é que faz sentido uma coisa dessas. eu me senti atrasada por estar tendo esse rolê pela primeira vez, enquanto para os que estavam ali presentes foi só mais um sábado. é como se todo mundo soubesse do barato e você fosse a última pessoa a saber. na festa me engatilhei (na falta de um termo melhor, vai esse) porque vi o rapazola por quem fui apaixonada por um tempo. na hora fiquei ansiosa e quando a brincadeira acabou, fui dormir com uma sensação inominável.